quinta-feira, 17 de agosto de 2017

DRINK_ME // Kit básico para drinks

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Existe um mito na coquetelaria de que preparar um bom drink é coisa para barman somente. Assim como na culinária, um drink se preparado com amor, com técnica (receita) e com bons ingredientes pode ser feito por qualquer um a qualquer hora.

Ter um acervo básico em casa evita a desistência ou a preguiça de sair para comprar um rótulo quando surgem as oportunidades de se tomar/fazer um bom coquetel. Sendo assim, separei aqui um kit que equipa seu bar e o torna pronto para preparar 80% dos drinks presentes nos livros de coquetelaria.

FERRAMENTAS DE PREPARO 
- abridor de garrafas, de latas e saca rolhas;
- açucareiro;
- tábua para cortar frutas;
- pilão amassador (de madeira ou plástico);
- faca de bar;
- coqueteleira (de aço inox ou aço e vidro);
- colher bailarina (aquela do cabo longo);
- colher (estilo pá) para gelo moído;
- passador de inox (espécie de coador de gelo);
- copo de vidro para preparo de drinks mexidos (mixing glass);
- pegador de gelo (tipo pinça)
- outro pegador para as frutas (pois não é bacana pegar com a mão);
- baldinho de gelo;
- blender (ou liquidificador);
- canudos longos e mexedores;
- guardanapo de papel;
- ralador pequeno (noz-moscada).

OS COPOS MAIS USADOS 
- oldfashioned
- longdrink
- taça Martini

OS RÓTULOS DE BEBIDAS ALCOÓLICAS 
- Vodka smirnoff e absolut;
- Tequila Jose Cuervo Clasico (conhecida como prata) e Patron (importada);
- Rum branco (Bacardi) e Havana;
- Gin Gordon’s, Bombay, Tanqueray e Beefeter.
- Licor de laranja Cointreau e Gran Marnier;
- Licor triple sec Curaçao (marca Bols ou Stock);
- Vermouth Dry e Vermouth Rosso (marca Martini ou Noilly Prat - importado);
- Bitter Campari e Angostura;
- Whisky (Grant’s, Red Label, Black Lable….);
- Bourbon ( Jack Daniels e Jean Bean)

SUCOS OU BEBIDAS NÃO ALCOÓLICAS 

- cramberie juice;
- suco de tomate (raiola)
- suco de laranja e limão (da fruta);
- leite de coco;
- grenadine.

Acredito que com este acervo “básico” você está equipado para se aventurar no preparo de várias opções de drinks. Agora é só se animar a comprar alguns livros do assunto ou simplesmente imprimir algumas receitas aqui do drink_me no Gastrnonomix!

Dicas:
- 01: onde comprar:
 www.pinheirense.com.br - tel (11) 3311-1313 - São Paulo
www.dragonetti.com.br – tel (11) 38468782

- 02: onde alugar:
www.casadasfestas.com.br – tel. (11) 3331-5644 – São Paulo
www.dfilipa.com.br - tel (11) 30312999 – São Paulo
www.santafesta.net - tel (11) 38130745

CHAZEIRA // Mais coisinhas para o nosso enxoval de chá!

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Na semana passada, começamos a falar sobre alguns itens que facilitam o preparo do chá nosso de cada dia. Conseguimos obter a água quentinha, na temperatura certa e recomendada para cada chá, com chaleiras e termômetro, ou mesmo com um truque do olhar, pelas borbulhas de amor... Está tudo lá, bem explicadinho no último texto.

Hoje, escolhi escrever sobre os infusores e coadores, que são bem importantes na hora do preparo de nosso #momentomágico.

A gente já sabe que o segredo para o chá perfeito tem a ver com o tempo que nossas ervas passarão em contato com a água aquecida na temperatura ideal. Não se pode deixar a folhinha lá dentro, infusionada eternamente. Ela quer dar um mergulho, uma nadadinha, e depois se retirar, para você aproveitar o melhor dela que restou na piscina da sua xícara...

Para isso, existem alguns coadores e infusores que facilitam a interrupção do contato. Lembre-se que estou sempre falando de chá solto, que, em regra, é de melhor qualidade do que os que vêm em saquinho de papel, esses que compramos no supermercado. Uma hora a gente vai falar disso com calma...

A princípio, sem muito segredo, você pode usar um coador para fazer essa separação. Basta jogar o chá na água, aguardar o tempo necessário, coar e servir. Normalmente, é assim que faço ao preparar um masala chai, uma misturinha de chá preto e especiarias que ferve junto com o leite, mas você pode usar para qualquer tipo de chá; ferveu, coei, servi, amei, bebi tudo, já acabou, rs. Simples assim! 

Olha que encanto esse coador antigo para chá!
E ele em ação, embelezando o momento....

Há também canecas e bules que vêm com um infusor destacável. Quando atingir o tempo recomendado, basta que se retire o lugar que abrigou o chá do recipiente e voilà! Missão cumprida, chazinho sucesso! Estes são super fáceis de se encontrar. 
Bule com infusor de inox; prático sem medida!
Outro acessório interessante, que sempre faço questão de levar nas aulas que dou e que faz o maior sucesso, é o preparador de chá. Ele é tipo uma caneca com um coador acoplado; você joga tudo dentro dele, água e erva, e, dado o tempo, encaixa em uma caneca qualquer. O preparador vai fazer um "xixi" de chá na caneca, deixando as folhinhas separadas dentro dele. O meu é da The Gourmet Tea, mas sei que tem na Talchá e Tea Shop (lojas físicas e internet), e no Civitá Café (em Brasília).
Preparador da The Gourmet Tea, foto do instagram @thegourmettea

Além desses, temos infusores individuais e fofos, de formatos mil, que desempenham bem a função da separação; basta mergulhá-los e retirá-los da água na hora certa. Neste caso, dê sempre prioridade aos de formato maior, para que, lá dentro, as folhas se abram melhor e mostrem sua melhor forma, em aroma e sabor. Parece bobagem, mas faz total diferença, pode acreditar! 
Infusor individual. Vale até usar a xícara transparente só pra ver essa lindeza, né?
Esse é pra inspirar a gente a relaxar no nosso momento mágico... É fofo demais!
Se você for muito, muito apegado ao saquinho, existem opções avulsas que você pode encher com seu chá a granel favorito. Em minha última visita ao Bairro da Liberdade, em São Paulo, encontrei uns japoneses, que podemos completar com nosso eleito e, depois, descartar. O bom é que a gente sabe o que vai dentro do saquinho, né?
 
Esses japoneses são espertos demais. Tem coisa pra todo gosto, olha só!
Você já usa algum tipo de infusor ou coador? Acha que facilita a vida? Compartilhe aqui comigo suas experiências... Adoro conhecer utensílios novos e preparar fotos com todas essas fofurices "chazísticas"! :)

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! J




quarta-feira, 16 de agosto de 2017

ALMANHAC // Comer carne ou não? Seu tataravô não tinha essa dúvida

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Seja por motivos ambientais, de saúde, éticos ou filosóficos, muita gente gente aboliu, hoje em dia, o consumo de carne vermelha. As justificativas são justas e têm cada uma sua carga de razão. Só não vale dizer a esta altura da história da humanidade, que o homem não é um animal carnívoro.

Achados arqueológicos dão conta de que há 30 mil anos de nossa era os humanos já comiam carne, fosse caçando ou roubando carcaças de animais mortos. O hábito alimentar está presente na história de quase todos os povos.

Se hoje a carne bovina e o grande centro do debate, outros tantos animais já foram ou continuam sendo “vítimas” da fome do homem. Antes de Cabral inventar o Brasil, os índios que aqui viviam, por exemplo, matavam, assavam e comiam paca, queixada, capivara, macaco, tatu…
Os africanos não dispensavam um naco de elefante, crocodilo, hipópotamo… Na Ásia, búfalos, felinos e até camelo entrava no cardápio. E nem vamos falar em aves e peixes que merecem - cada um - um capítulo à parte.

Em algumas sociedades, há a restrição por motivos religiosos. A exemplo da Índia, em que grande parte da população é vegetariana – há regiões e que se comem aves e peixes, mas o consumo de carne de boi é proibido porque esse é considerado um animal sagrado.

Na tradição judaica, a carne suína é tida como impura e, portanto, proibida. Mas no Torá, o livro sagrado dos judeus, há uma lei, a krasbut, que determina todos os procedimentos de abate de animais e preparo de carne, de modo a tirar todo o sangue, “porque sangue é vida, e esta pertence ao Criador”. Daí surge a chamada comida kosher.
Por falar em preparo, o homem não só é carnívoro, mas também sofisticado no hábito de comer carne. Daí que foi inventando: churrasco, picadinho, feijoada, filé Chateaubriand, filé Wellington, paillard, bife acebolado, rosbife, costelinha ao barbecue, parmigiana…

Enfim, da carcaça assada e devorada com as mãos à beira da fogueira até o steak tartare degustado em finíssimos restaurantes, é uma longa história — à qual veganos e vegetarianos estão tratando de dar novos rumos.

Fonte: “Carne & Cia”

terça-feira, 15 de agosto de 2017

GRÃO DO DIA // Padaria da Esquina: ótimo café da manhã

 Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Procurando uma dica para café da manhã em São Paulo? Daqueles bem servidos, com diversas opções de comidinhas além de uma cartela repleta de tipos de café e pães?! A Padaria da Esquina que fica na Alameda Campinas, no Jardim Paulista, do chef português Vitor Sobral, é nossa melhor opção para os fins de semana com um café da manhã de dar inveja, água na boca e de encher os olhos.

Desde os pães feitos na casa ao pastel de nata, tudo é feito com os tradicionais sabores de Portugal. A Padaria da Esquina abre de segunda à domingo, ou seja, diariamente! E uma visita só não vai bastar... anota aí o que a gente diz!  

Primeiro, precisamos deixar bem pontuado aqui... de que não há nada de padaria de esquina na Padaria da Esquina! Rs.

Ao entrar, o cheiro de pão caseiro no ar toma conta! Hmmmm. E o balcão então, com tantos tipos de pães, você que sempre fica em dúvida quando se depara com um cardápio de muitas opções na mão (assim como eu, rs), vai precisar de mais tempo pra decidir!
 Foto: Divulgação Folha de S. Paulo.

Uma curiosidade: as farinhas utilizadas nos pães são da Itália, França e de Portugal também. É que, segundo Vitor, no Brasil, existe apenas a farinha de trigo. E que podem, de acordo com sua classificação, alterar o tempo de fermentação da massa e o sabor.

No cardápio, as opções são muitas!!! Desde os diversos tipos de pães (alentejano - com um toque de vinagre; saloio - de farinha de trigo e de centeio; português - de casca crocante e bastante miolo; pão de caco - com batata-doce; mouro - com grãos integrais), além de menus especiais de café da manhã e sanduíches. Ah, e os doces, claro, completam ainda mais seu café da manhã (ou da tarde)! Pastel de nata, bola de berlim (ou 'sonho') e madalena.
Dica: se forem pela manhã, tentem chegar um pouco mais cedo que o normal, porque tem dias que fica bastante lotado, inclusive com lista de espera.

Padaria da Esquina
Alameda Campinas, 1630 - Jardim Paulista

Que tal dar uma passada lá para um café da manhã, ou mesmo da tarde?
Conta aqui pra gente depois sua experiência!

Não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia. 


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Grão Do Dia 

- um pouco de café - um pouco de cor -
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

EU RECOMENDO // Piauí: conhecendo o menor litoral do Brasil

Thiago Poggio Pádua (*)
Convidado especial do Gastronomix

Se você gosta de viajar pelo Brasil, aprecia uma boa praia e está buscando alternativas aos destinos mais tradicionais do Nordeste, a costa do Piauí foi feita para você. Depois de uns dias por ali, vai voltar se perguntando por que aquele ainda é um destino turístico tão pouco conhecido no resto do nosso país. As paisagens são lindas, as praias vazias, as estradas bem cuidadas, a comida gostosa. E o tempo no inverno não poderia ser melhor: um calor de matar, com sol da aurora ao ocaso, acompanhado de uma brisa deliciosa e ininterrupta.

Uma ideia de roteiro básico, para ser feito de carro, seria uma passagem por Parnaíba, para visitar o delta daquele rio, seguida de uns dias de puro relax em Barra Grande, de preferência numa pousada em frente ao mar. E no caminho entre o litoral e a capital Teresina, ainda dá para fazer uma parada estratégica para explorar o Parque Nacional de Sete Cidades. Veja algumas dicas:

PARNAÍBA

Hospedagem
Em Parnaíba, o melhor local de hospedagem é a Casa de Santo Antônio, um hotel boutique instalado num casarão colonial remodelado, com todas as frescuras que você não esperava encontrar nessa cidade. De lambujem, está a passos da Sorveteria Araújo, um ícone da gastronomia local. São pelo menos uns 50 sabores à disposição, incluindo os tradicionais e vários outros feitos com frutos da região. Não é por acaso que a sorveteria é o restaurante número 1 no Tripadvisor de Parnaíba!

Passeio
O passeio pelo delta, a grande atração da cidade, é imperdível. Se quiser fugir dos barcos grandes e tours coletivos, há uma empresa local chamada Natur que organiza passeios particulares, em barquinhos menores só para você e seu grupo. Eles trabalham com alguns roteiros pré-estabelecidos, entre os quais destaco um que inclui uma visita a dunas de areia e a observação, ao pôr-do-sol, da revoada dos guarás, um pássaro local com uma plumagem de um vermelho vivo que mais parece tinta. É inesquecível! 
Caminhar nas dunas até onde a vista vai, e depois mergulhar nas águas do delta!

BARRA GRANDE

A cidadezinha
Barra Grande é a nova sensação do litoral do Piauí. Um povoado minúsculo, à beira mar, com ruas de areia ou terra batida, turistas ociosos de chinelo e um número crescente de pousadas, restaurantes iluminados à luz de vela e barzinhos. A bênção para quem gosta de charme urbano longe da cidade – e o pânico para os opositores da gentrificação!

Com todo aquele vento e uma faixa longuíssima de águas rasas durante a maré baixa, tornou-se um local célebre para a prática de kite-surfing, sediando, inclusive, etapa do campeonato mundial desse esporte.

Para comer, recomendo, em especial, o restaurante La Cozinha. Comida muito boa com ingredientes locais, num ambiente levemente refinado e absolutamente relaxado. Se você se importar de esperar uma meia horinha enquanto toma um drink, faça uma reserva antes de ir. Além dele, há muitas outras opções numa área de uns 4 ou 5 quarteirões, como o La Pizza e o Ora Burger. E, é claro, a sorveteria Ora Bolas! 
O onipresente kite-surfing 
Uma das três ou quatro ruas com bares e restaurantes em Barra Grande

Hospedagem
Numa praia distante 3km do centrinho de Barra Grande chamada Barrinha, há um hotel que, sem meias palavras, é esplêndido. Chama-se BobZ Boutique Resort e fica na areia da praia. São cinco sobradinhos de madeira e palha, com uma suíte em cada andar. Por fora, aquele aspecto rústico à sudeste asiático e por dentro, todo o conforto de que você não precisa: cama king-size, fios egípcios, toilletterie da L’Occitane, adega de vinhos, wi-fi, ar-condicionado, rede, varanda...

O hotel tem duas piscinas, um serviço de praia excelente, com walkie-talkie para chamar os garçons no bar. O cardápio é extenso e as comidas muito bem feitas. Não é incomum que a praia fique completamente deserta durante boa parte do dia. A água é morna e, durante maré baixa, forma-se uma piscina natural gigantesca com água batendo no quadril até uns 500 ou 600 metros mar adentro. 
Uma das piscinas do hotel, em frente à praia de Barrinha 
Um dos chalés e sua varandinha com rede e vista pro mar
A praia e sua aconchegante vastidão
Pargo assado com farofa, acompanhado
de clericot e uma vista igualmente frugal

PARQUE NACIONAL DE SETE CIDADES
No retorno para Teresina, de onde possivelmente sairá seu voo, uma ótima opção para “quebrar” a viagem de 350km é conhecer o Parque Nacional de Sete Cidades. Cada “cidade” é, na verdade, um conjunto de grandes rochas agrupadas em formações muito interessantes. Dependendo do ângulo, e da imaginação, elas se parecem com tartarugas, castelos e tantas outras formas. Há também pinturas rupestres, datando de até 10.000 anos atrás.

A paisagem em geral é linda e ainda dá para ver uns bichos silvestres como iguanas, suçuaranas e mocós, um roedor local. Ali bem pertinho, pode-se hospedar no Hotel Fazenda Sete Cidades, adjacente à entrada do Parque. É simples, mas tem piscina, uma boa cama e café da manhã. 
A pedra “casco da tartaruga” 
Do mirante avista-se o parque inteiro. Bem ao fundo, o
Morro do Gritador, em Pedro II, a 40km de distância 
Um iguana toma sol à beira de uma das nascentes do parque

INFORMAÇÕES ÚTEIS:

Hotel Casa de Santo Antônio, Parnaíba
Valor aproximado da diária para casal: R$ 350-450

Natur Turismo
Site: naturturismo.com.br
Valor do passeio em barco privado para até 5 pessoas: R$ 440

Hotel BobZ Boutique Resort, Barra Grande
Site: bobzboutiqueresort.com.br
Valor aproximado da diária para casal: R$ 600-1.000, dependendo do quarto
Valor aproximado de alguns produtos: cerveja Stella R$12; cerveja Corona R$18; jarra de clericot ou sangria R$95; petiscos R$ 40-80; prato para dois R$ 90-160; mountain bike e sup: grátis! :-)

Hotel Fazenda Sete Cidades
Não possui site. Reservas por telefone: (86) 3276.2222 ou 99932.6429
Valor aproximado da diária para casal: R$ 180
Atenção se estiver chegando pelo Norte, via Piracuruca: você tem que atravessar o parque para acessar ao Hotel. Como o parque fecha às 17h00, talvez não consiga passar!

Parque Nacional de Sete Cidades
É obrigatório contratar um guia para fazer o passeio. Se o guia couber no seu carro, o valor do passeio fica em R$ 80, por veículo. Você também pode fazer o passeio de bicicleta. Eles têm algumas para alugar, por R$ 10, mas os honorários do guia sobem para R$ 120.

Campo Maior
É a capital piauiense da carne de sol. Está a uns 80km de Teresina, no caminho para o litoral. Você não vai se arrepender de programar uma parada ali para comer, na ida ou na volta. Um bom e agradável restaurante é o Hawaii, à beira do Açude Central.

(*) Thiago Poggio Pádua é diplomata de carreira, formado em Direito. Nasceu em Goiânia, em 1979, e, já morou em Seul, em Nova Delhi e em Buenos Aires, de onde já escreveu belas colunas para o Gastronomix.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

DRINK_ME // 11 drinks com cachaça feitos por craques dos coquetéis

Juliana Raimo
Colunista de Drinks do Gastronomix

Um time com profissionais de primeira. A marca Ypióca convidou 11 craques da mixologia para interpretar a cachaça nacional. São eles: Aharon Rosa, Kennedy Nascimento, Marcelo Serrano, Derivan Ferreira, Rafael Mariachi, Laercio Zulu, Fabio La Pietra, Kascão, Alexandre D´Agostino, Leandro Batista e Jean Ponce.

Cada um traz sua leitura, seu olhar para o destilado nacional. São 11 drinks - todos com uma pitada brasileira -, elaborados com as mais diversas misturas de ingredientes a diferentes blends de YPIÓCA.
  
1 | JERIPITAIA POR AHARON ROSA
·         60ml de YPIÓCA BRASILIZAR™ Prata Clássica (infusão de maracujá)
·         20ml de mexerica
·         15ml de limão taiti
·         20ml licor de cereja
·         15ml de açúcar
·         1 colher e meia de sorbet de cajá
·         1 pitaya

Servir em uma taça Dry (Martini) gelada

Modo de preparo: Macerar 1/4 de uma pitaya na coqueteleira. Acrescentar uma colher e meia (colher pequena) de sorbet de cajá. Bater todos os ingredientes com gelona coqueteleira. Coar e peneirar. Enfeitar a borda da taça com um 1/8 de uma pitaya 

2 | PONCHE YPIÓCA® POR ALEXANDRE D´AGOSTINO
·         150ml de calda de açúcar com infusão de baunilha e cascas de laranja. 
·         200ml de suco de laranja. 
·         200ml de YPIÓCA BRASILIZAR™ Ouro Reserva Especial
·         Rodelas de laranja
·         Gelo 
·         Espumante seco para completar

Servir em jarra

Modo de preparo: montar em uma jarra e misturar bem. 

3 | BRASILIZAR POR DERIVAN FERREIRA DE SOUZA
(inspiração: Iracema, personagem do livro de José de Alencar, famosa por seus lábios de mel)
·         50 ml de Cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Ouro Reserva Especial
·         30 ml de Licor  Stock Gianduia
·         20 ml de Creme de Leite
·         1 colher de Mel 
·         Canela em pó
·         2 castanhas de caju moída

Servir em taça Dry (Martini)

Modo de preparo: Em uma coqueteleira coloque a cachaça, o licor, o creme de leite, o mel e cubos de gelo. Bata bem. Sirva em uma taça Martini com a borda envolta licor de chocolate e castanha de caju moída e uma pitada de canela.

4 | XINGA NA PINGA POR FABIO LA PIETRA
·         50ml de cachaça YPIÓCA® 150
·         15ml xarope balsâmico
·         15ml creme de cacau com castanha do Pará
·         40ml café expresso

Servir em caneca de ágata

Modo de preparo: Colocar todos os ingredientes em uma coqueteleira e bater com pedras de gelo. Coar para uma caneca de ágata.Decorar com semente de cacau torrado e um doce "bananinha" cortada em duas partes.

5 | CACHAÇA CARAMELIZADA POR JEAN PONCE
·         50 ml de YPIÓCA BRASILIZAR™ Ouro Reserva Especial
·         20 ml de Licor de Caramelo - Disaronno
·         4 gotas de Vermute Extra Seco - Noilly Prát
·         5 gramas de Pó de Beterraba
·         E perfume de casca de limão.

Servir em copo de conhaque sem haste

Modo de preparo: Colocar na coqueteleira a cachaça, o licor e sete cubos de gelos. Mexer com a bailarina (colher especial de coquetel). Deixar gelar o drink. No copo de conhaque sem haste, colocar as gotas de Noilly Prát (vermute extra seco). Na sequência, coar o conteúdo da coqueteleira para o copo. Finalizar o drink com o pó de beterraba e perfumar com a casca de limão.

6 | CAMISA 10 POR KASCÃO OLIVEIRA LIMA
·         50 ml de cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Prata Reserva Especial
·         50 ml de Suco de Caju
·         50 ml de Licor Stock de Morango
·         100 ml de refrigerante Citrus

Servir em copo pint

Modo de preparo: Bata tudo na coqueteleira.Passe tudo para a pint com gelo.Complete com 100 ml de citrus. Decore com uma fitinha da seleção e canudinho.

7 | MARINHA COCKTAIL POR KENNEDY NASCIMENTO 
·         50 ml de cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Prata Reserva Especial
·         45 ml handmade roses lime juice (cordial de limão Taiti - usado por marinheiros no séc XIX para preservar o suco do limão nas grandes viagens)
·         2 gotas de Grapefruit Bitters

Servir em taça de coquetel

Receita Roses Lime Juice: usar 125g de açúcar e 12 limões Taiti.Misturar o açúcar com o suco e a casca dos limões. Deixar 48 horas na geladeira. Depois basta coar e está pronto.

Modo de preparo: adicionar todos os ingredientes na coqueteleira. Bater com gelo. Coar para uma taça de coquetel.

8 | SOUR DA TERRINHA POR LAÉRCIO ZULÚ
·         60 ml de cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Ouro Reserva Especial
·         20 ml de xarope de castanha do Brasil
·         20 ml de limão galego
·         1 clara de ovo
·         2 lances de Zulu Bitters (Bitter Brasileiro)
·         2 colheres de chá de farofa de Castanha do Brasil com Urucum

Servir em copo americano

Modo de preparo: Batido em coqueteleira. Servido em copo americano grande (250ml) com gelo.Decorar com a farofa de castanha e mexedor de bambu. 

9 | FLOR DE MANDACARU POR LEANDRO BATISTA
·         80 ml de Cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Ouro Reserva Especial
·         30 ml de Suco de Maracujá
·         40 ml de Mel
·         10 ml de Suco de Limão

Servir em copo long drink

Modo de preparo: Adicione todos os ingredientes na coqueteleira e mexa com uma bailarina para dissolver melhor o mel. Em seguida acrescente gelo e agite. Sirva em copo long drink, com gelo e decorado com uma rodela de limão.

10 | BRASILEIRINHA POR MARCELO SERRANO
·         50ml de cachaça YPIÓCA BRASILIZAR™ Prata Reserva Especial
·         40ml de Purê de Cupuaçu
·         20ml de Xarope de Baunilha
·         1/2 limão cortado em 4 pedaços
·         Ramo de alecrim

Servir em copo baixo

Modo de preparo: Macerar o limão com o açúcar. Colocar os outros ingredientes na coqueteleira com gelo e bater. Servir no copo e decorar com o ramo de alecrim.

11 | CAJURITA POR RAFAEL MARIACHI
·         50 ml de cachaça YPIÓCA® 160
·         60 ml de cajuína
·         10 ml de suco de limão
·         Borrifada de bitter de chocolate (opcional)
·         Flor de Sal

Servir em taça Dry

Modo de preparo: Croste a taça Dry com flor de sal moída. Em uma coqueteleira com 7 cubos de gelo coloque todos os ingredientes. Bata vigorosamente até gelar.Coe duplamente para a taça dry crostada. Caso tenha o bitter borrife no final por cima do coquetel. 

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

CHAZEIRA // O enxoval do chá

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix


Vamos incrementar o #momentomágico?

Já falamos de chá; já falamos de tisana. Com o passar do tempo, continuaremos a conversar sobre tudo isso mais especificamente, para provarmos e descobrirmos juntos sabores e sensações. 

Mas, para provar, a gente precisa se preparar... Tem que ter chá (claaaaaaro!), mas também alguns apetrechos pra incrementar nosso momento! É hora de montarmos aos pouquinhos, como diz a minha amiga Gabi, o nosso "enxoval de chá" (eu amo essa expressão!)!

Depois de escolhido o protagonista do momento, chá ou tisana (ervas soltas, de preferência), temos que passar ao aquecimento da água. E esse é um ponto suuuuuuper importante! Lembra que cada chá pede uma temperatura? Então. Para começar, precisamos de uma panela, chaleira ou chaleira elétrica, associadas a um termômetro, para não descuidar da temperatura, que, se estiver errada, pode estragar seu chazinho. Desaconselho usar o micro-ondas, a água esquenta rapidamente, mas costuma esfriar rápido demais também...

Na minha rotina, escolhi usar a chaleira elétrica, por questão de praticidade mesmo. A minha primeira não tinha controle de temperatura integrado; aquecia a água e eu usava o termômetro para ir ajustando a temperatura antes de adicionar o chá. Com o tempo, e ante a quantidade de chás preparados durante o dia, rs!, acabei optando pelas que têm o controle, porque já fica tudo certo em menos etapas, com menos esforço.

No mercado, há vários modelos disponíveis, de bom custo, com e sem controle de temperatura integrado. Se você optar pelo termômetro de uso culinário em separado, também encontra opções a bons preços, daqueles de mercúrio ou mesmo digital.

(Foto: Hamilton Beach)

Sem controle de temperatura, mas já facilita a vida! Se for de material transparente, dá até para acompanhar as borbulhas, caso não queira usar o termômetro. Boas marcas, não tem muito segredo: Cadence, Britânia, Hamilton Beach, Arno, Kenwood...

(Foto: Oster)

Com controle de temperatura digital, mão na roda. Boas marcas que oferecem essa opção: Oster, Cadence, Britânia, Philco, Electrolux, KitchenAid, Tramontina...
(Foto: Tramontina)

Com controle de temperatura, tipos de chás e tisanas, cestinho automático que sobe sozinho, ao final do tempo... É da Tramontina Breville, a Ferrari das chaleiras, nas funções e no preço! Rs! 
 Meu termômetro velho de guerra, de mercúrio. Ele vem com
essa capinha de silicone para proteger de impacto...

... que tem uma "colinha" sucesso com temperaturas mínimas e máximas
de preparo dos chás mais comuns. Comprei na Tea Shop,
pela internet, há uns 2 ou 3 anos. 

Se quiser usar a velha e boa panelinha, sem termômetro, no peito e na raça, também é possível; por aí, encontrei algumas dicas de como saber a temperatura aproximada da água no "olhômetro"; vou descrevê-las a seguir, mas não costumo usar, até porque sou metódica demais para me guiar pelo "aproximada"... Rs! Confesso, sou daquelas que leva o termômetro para as férias, para o caso de ter um chazinho dando sopa no quarto do hotel... #aloka! 

O segredo é observar. Pode até cantar "borbulhas de amor", para se inspirar:

"Olhos de camarão”- Borbulhas minúsculas do tamanho de uma cabeça de alfinete sobem à superfície. A temperatura da água está entre 68°C e 78°C.

“Olhos de caranguejo” - Borbulhas do tamanho do olho de um caranguejo. Começam a surgir os primeiros vapores da água. Temperatura entre 79°C e 81°C.

“Olhos de peixe” - Começamos a ouvir ruídos que indicam que a água está próxima da temperatura de ebulição; formam-se borbulhas ao fundo e a temperatura está entre 82°C e 85°C.

“Colar de Pérolas” - Pequenas fileiras de borbulhas se dirigem à superfície, como um colar de pérolas, temperatura entre 90°C e 96°C.

“Corrente Furiosa” - A água ferve em grandes bolhas, temperatura de 100°C.

(Fonte: https://www.tcompanyshop.com/wiki-t/wiki-t/controlar-la-temperatura-del-agua-sin-termometro/16)

Na próxima semana, passaremos a outros apetrechos essenciais - e adaptáveis! - à hora do chá. Até quinta, vamos conversando. Você tem utensílios que considera essenciais para o preparo do chá? Quais são? Qual você acredita ser o mais indispensável de todos, tipo "se você fosse a uma ilha deserta, o que escolheria levar"? Já sabe que sou curiosa e amo futricar sua vida chazeira, né? 

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , costumo postar umas imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face) . Te espero lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, certo?

Beijos e bons chazinhos! :)