terça-feira, 12 de dezembro de 2017

GRÃO DO DIA // 6 fatos científicos sobre o café

Alex Melo
Colunista de café do Gastronomix

Você sabia que existe um melhor horário para o corpo ao se tomar um cafezinho? Ou que o café também é o preferido das abelhas? Preparados então para as curiosidades que separamos aqui e que a ciência nos conta à respeito de uma das bebidas mais consumidas do mundo?

Diversos estudos científicos sobre o café vêm sendo feitos e que comprovam os efeitos e benefícios de nossa bebida preferida em nosso organismo. Além de acelerar o metabolismo, melhorar a concentração e estimular a memória, algumas descobertas não tão famosas assim podem servir para explicar por que tantos de nós são quase viciados (rs) numa boa xícara de café bem quente!

1.MELHOR HORÁRIO PARA TOMAR CAFÉ
Sim, segundo estatísticas e estudos, pelo visto nosso corpo humano não necessita de café logo após acordar... É que nosso corpo produz um hormônio chamado cortisol, que promove a sensação de alerta. O cortisol é liberado de acordo com o período do dia e costuma atingir seu nível máximo assim que saímos da cama. Dicas: se você se levanta às 8h, tome café a partir das 9h30. No período da tarde, o ideal é tomar uma xícara entre 13h30 e 17h, quando o hormônio reduz sua quantidade no organismo. Ou tomar a qualquer hora, e ajudar nosso corpo com esse hormônio! Rs.

2.CAFÉ PODE AJUDAR A PREVENIR ALZHEIMER E OUTRAS DOENÇAS
Um estudo desenvolvido na Faculdade de Medicina de Lisboa, em Portugal, afirmou que o consumo de café pode retardar os sintomas do Alzheimer. Outras pesquisas já provaram que beber café também diminui os riscos de doenças como diabetes tipo 2, depressão em mulheres e Parkinson.

3.CONHEÇA NOSSA AMIGA CAFEÍNA. TEM UMA SELFIE DELA AQUI

Em um microscópio eletrônico, esta é a aparência da cafeína:
 A cafeína forma naturalmente pequenos cristais de 40 micrômetros de tamanho. A foto acima venceu um prêmio de fotografia científica em 2012, por mostrar algo comum e rotineiro em um ângulo diferente.

4. CAFÉ PODE SER VICIANTE
Quanto mais café você toma ao longo dos anos, maior é a possibilidade de alterar a química do seu cérebro. Com o aumento do consumo de cafeína, mais receptores de adenosina são produzidos e você automaticamente vai precisar beber mais café para poder conectá-los. Esse processo, por sua vez, pode causar dependência! Xiii!

5. OS EFEITOS DA CAFEÍNA SURGEM 10 MINUTOS APÓS O PRIMEIRO GOLE
Um estudo feito pela Universidade de Barcelona, na Espanha, mostrou que, após 10 minutos, a cafeína atinge metade de sua concentração máxima no sangue, suficiente para começar a causar algum efeito. Em 45 minutos, quando alcança o nível máximo, já pode deixá-lo mais alerta. 

6. ABELHAS TAMBÉM AMAM CAFÉ
O néctar de algumas flores possui níveis pequenos de cafeína, que é usada para atrair abelhas e também pode melhorar a memória do inseto, segundo estudo publicado no periódico Science. Há, as abelhas realmente tem bom gosto!

Veja também:

Gostaram das curiosidades sobre o café?
Caso saibam alguma outra, mandem aqui para a gente!
E não deixem de marcar seus momentos cafezinho usando a hashtag #GraoDoDia.


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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

CHAZEIRA // 3 Cantinhos especiais em Gramado

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Eu sei que já falei de um chá super especial em Gramado (corre lá no texto sobre o Royal Afternoon Tea no Hotel Saint Andrews!). Mas como também sei que um montão de gente está na região nesta época do ano para aproveitar o Natal Luz, e por acreditar que chá harmoniza perfeitamente com Natal, separei mais umas dicas legais, de Gramado e Canela (que é uma cidade grudadinha em Gramado), para incrementar o #momentomágico. Tem para todos os gostos e bolsos! Para essa semana, vamos de Gramado. Na próxima, viajaremos juntos a Canela! Quem topa?

1. Chá da tarde no Hotel Ritta Höppner
Um dos hotéis mais tradicionais da cidade, é uma fofura do começo ao fim. O prédio, em estilo alemão e com jardins bem cuidados, já vale a visita. Chegue mais cedo para conhecer as instalações e a capela recém construída, que tem a escadaria adornada por umas flores bem fofas, chamadas de “amor-perfeito”.

O chá da tarde é servido diariamente mediante reserva, das 16h às 18h, para hóspedes e visitantes, no estilo inglês, com direito a torre de guloseimas doces e salgadas, repostas a todo momento, apfelstrudel (com aquela nata maravilhosa que só os gaúchos sabem fazer!), waffle com doce de leite, mel e geleia, chás e infusões, café, chocolate quente. O atendimento é bem brasileiro, super cordial.

Rua Pedro Candiago, 305 - Planalto, Gramado – RS
Telefone: (54)32861334
Valor: R$52,00 (cinquenta e dois) reais por pessoa, mais 10% (dez por cento) de taxa de serviço, em novembro/2017.
    
Escadaria da capela, enfeitada de amor-perfeito. Muito simbólico, né?
Guloseimas do chá da tarde. Pode começar a atacar!

2. Rhino Antiquário e Café
Quem me acompanha pelas redes sociais sabe que não resisto a uma xícara antiga... Antiquários estão sempre na minha rota! Então quase morri de felicidade quando encontrei esse lugar lindo, montado em estrutura de containers, enfeitado por uma coleção de rinocerontes, recheado de coisas incríveis, com atendimento maravilhoso e que ainda serve... Chá! E não é qualquer chá não, minha gente, é Dammann Frères, legitimamente francês, para combinar com o requinte da seleção de peças à venda. Para acompanhar, quiches (a de Parma é dos deuses!) e o bolo da casa, de coco com calda de rum, tudo feito por um chef de Novo Hamburgo.

A loja também vende os kits Dammann (tem latinhas incríveis, perfeitas para presentear a si próprio ou alguém especial), bem como os bules de ferro, em que servem o chá. O atendimento é um capítulo à parte; a simpatia de Oscar e Bárbara faz com que a gente queira passar uma tarde toda ali, respirando história e bebendo xícaras mágicas! Lugar especial e imperdível.
Av. Borges de Medeiros, 3533 – Centro, Gramado/RS
Telefone: (54) 32861462, rhinogramado@gmail.com; @rhinoantiquariogramado; terça a sexta, de 10h às 19h; sábado, de 10h às 20h;  domingo, de 10h às 19h. 
Este é o Rhino!
Este é o meu drama...
Ufa, ainda bem que tem chazinho – e um bolo incrível! – para me acalmar...

3. Le Jardin
Um jardim de flores e lavandas, aberto ao público desde 2006, para visitação gratuita. É um lugar lindo e muito bem cuidado, que, além dos jardins, conta com estufas, onde você pode acompanhar a formação de mudas de diversas espécies (tem um berçário de lavandas!) e adquiri-las (já pensou em formar seu próprio lavandário?).  Uma lojinha-café completa a experiência; há produtos fabricados com as lavandas produzidas na propriedade, de cosméticos a artigos decorativos.

No café, apfelstrudel com sorvete e infusão à base de... Lavanda, claro! Escolhi para acompanhar minha torta um blend orgânico de verbena, tília, manjerona e lavanda. Tudo delicioso, passeio e chazinho. Ah, rende fotos maravilhosas!

Rodovia RS115, n. 37700, Gramado/RS
Telefone: 54-32864280, contato@lavandas.com.br, de terça a domingo, de 9h30min às 17h30min. Entrada franca.
Dia lindo no Le Jardin!
Vem ver as lavandas de pertinho!
Berçário de lavandas. Muita fofura!
 Na lojinha café para perfumar a vida

Na próxima semana, dois lugares especiais de Canela estarão por aqui.

Até lá, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , costumo postar umas imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face). Espero você por lá, pra não morrermos de saudade, certo?
Beijos e bons chazinhos!  

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

ALMANHAC // Azeite no Brasil? Nem pensar – disse a realeza

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

De azeite brasileiro a gente quase não ouve falar, mas ele existe sim. Pouco, mas existe. Estima-se que cerca de 500 hectares de oliveiras sejam cultivados hoje, no Rio Grande do Sul, São Paulo e Minas Gerais.

Isso, portanto, contraria a afirmação de que nossos solo e clima não são propícios à cultura dessa árvore. Curioso é entender como foi que essa ideia infundada foi plantada em nossa cabecinha tupiniquim.
Foi assim: no Brasil colônia, europeus trouxeram para cá mudas de oliveiras, que eram plantadas principalmente nas proximidades de igrejas e capelas, por causa do simbolismo cristão da planta — lembra aquela coisa bíblica de jardim das oliveiras e tal, né?

Então: as arvorezinhas começaram a dar que era uma beleza e aí começou-se a produzir azeite por aqui. Mas, quando a corte portuguesa soube da novidade, não ficou nada satisfeita.

A preocupação era que a colônia se tornasse um concorrente de Portugal, que começou a produzir azeite no século 13 e, pouco depois, já exportava o produto para os países do norte europeu.

E como quem mandava na coisa era mesmo a família real, achou-se por bem mandar derrubar tudo quanto era oliveira que havia nas terras do pau-brasil. Ou seja, o “mal” foi cortado, literalmente, pela raiz e não se falou mais nisso.
 A planta só voltou a ser vista por aqui a partir de 1945, por conta dos imigrantes europeus que vieram para cá fugindo da Segunda Guerra Mundial. E aí, aos poucos, a produção foi sendo retomada.

A previsão para 2017 era de que, só em Minas Gerais, fossem produzidos 40 mil litros de azeite. E olha: o setor tem registrado aumento de 15% ao ano. Uau! Bacana. Só vamos ter cuidado com o qualidade do produto. Olha o teste do Proteste!

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

GRÃO DO DIA // 10 destinos para a borra de café

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Café novinho, passado na hora, preparado com amor e com aquele cheirinho inconfundível que faz você falar: Hmmmmmmm! Sim, demorado mesmo. E o que fazer com aquela borra que fica no coador?

Há algumas culturas que acreditam na possibilidade de ler o futuro em borras de café remanescentes no fundo de suas xícaras. Garantido? Não sabemos.

Jogar na pia? Não. Pode causar entupimentos e não será nada agradável dependendo de onde forem destinados nossos esgotos. E no lixo ou na lixeira? Também não. A borra se decompõe e libera metano, cujo efeito é muito mais potente do que o CO2 como vilão do efeito estufa! Ixiiii. E agora?

10 DESTINOS PARA A BORRA DE CAFÉ
A borra de café tem várias aplicações cotidianas que podem facilitar a nossa vida. Bastando para isso, deixar que ela seque e estará pronta para colocar em prática todas essas dicas sensacionais que preparamos para vocês.

As utilidades são muitas: vão desde os cuidados com a beleza ao combate às formigas. Vamos conferir?

1. Como Fertilizante em Hortas e Jardins - ricas em nutrientes (nitrogênio, potássio e fósforo) que irão ajudar nos seus cultivos!

2. Proteção Contra Formigas e Caracóis - eles ficarão longe de suas plantas por conta do odor.

3. Calmante de Gatos - pode utilizar para manter gatos em briga afastados, e inclusive manter os gatos longe de seu quintal caso esteja cultivando algo e queira evitar que os bichanos marquem território por lá. Eles não gostam do odor da borra de café.

4. Esfoliante - perfeito efeito esfoliante durante o banho.

5. Anti Olheiras - aplique nas pálpebras inferiores uma mistura com algumas gotinhas de azeite de oliva.
6. Reduz Celulite - a maioria dos cremes para celulite utiliza a cafeína que pode queimar gorduras localizadas. A indicação é aplicar com óleo de coco, massageando a pele com movimentos circulares por alguns minutos.

7. Cogumelos Caseiros - compre mudas de cogumelos para plantio e os plante no meio das borras usadas. Eles adoram borra de café.

8. Prevenção de Mosquitos - aplique em pratos embaixo de vasos de plantas.

9. Repelente de Pulgas - esfregue a borra no pelo de seu animal de estimação após o banho, depois enxague. Forma natural e não tóxica de eliminar e prevenir pulgas no seu pet.

10. Restauração de Mobília - prepare uma pasta e esfregue em seus móveis de madeira escura, repita até que o arranhado fique imperceptível.

That's all, folks !!!


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quinta-feira, 30 de novembro de 2017

CHAZEIRA // Percorrendo a Rota do Chá brasileiro

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

No início do século XX, a região do Vale do Ribeira, em São Paulo, recebeu um grande número de imigrantes japoneses. Inicialmente interessados no cultivo do arroz, fixaram-se com suas famílias no município de Registro e descobriram que aquelas terras ácidas, naturalmente encharcadas pelo rio, em que chovia sempre, ofereciam um enorme potencial agrícola para algo que sabiam cultivar: o chá.

É verdade que há relatos de outras tentativas de cultivo de chá no país, no Rio de Janeiro e até mesmo em São Paulo, na capital e no oeste do Estado. Entretanto, foi em Registro, a partir de 1935, quando Torazo Okamoto, introduziu em suas terras a variedade assâmica, de origem indiana, que a cultura do chá se estabeleceu e se manteve, por muito tempo, como principal atividade econômica da região. A cidade, que já chegou a ter 42 (quarenta e duas) fábricas de chá de pequeno e grande porte (Chábras, Chá Ribeira, Agrochá, Amaya e Cotia, por exemplo) até os anos 80, época áurea do chá brasileiro, hoje conta com apenas 2 (duas) e tenta fazer renascer tal cultura, de um jeito único e lindo. 

Louca para conhecer toda essa história, que se confunde com parte da história da própria imigração japonesa, embarquei em uma viagem incrível de final de semana, a “Rota do Chá”, organizada pela Escola de Chá Embahú. Conduzidos por Yuri, Cláudio e Renata (Infusorina), e, literalmente, pelo melhor motorista de van do mundo, Seu Renato, passamos um final de semana vivendo o chá, em meio a muitas emoções que tento, agora, descrever.  

Registro respira chá. Em suas calçadas, por toda a cidade, está a marca do produto que, até os anos 90, garantiu o desenvolvimento econômico da região: arbustos de Camellia Sinensis (criação do artista Sesary Roberto de Oliveira). Na bandeira do Município, a flor da Camellia, para lembrar que, ali, há orgulho do que se planta.
Pezinhos sujos na calçada porque eu trabalhei no chazal, viu?
Bandeira de Registro/SP. Olha que fofa a flor do chá!

Começamos nossa expedição na margem do Rio Ribeira de Iguape. Uma bela cerimônia do chá contemporânea, cheia de significado e emoção, conduzida com delicadeza por Vinícius Monfernatti e Erika Kobayashi, intitulada de “Florescimento”, foi realizada para representar “o esforço das famílias produtoras que, apesar da crise, resgatam e fortalecem a cultura do chá na região do Vale do Ribeira”. O chá foi servido a membros das famílias Shimada e Amaya, produtores de chá da cidade. Simplesmente incrível! 
Lembra do Vinícius, da @asaladecha? Ele já apareceu em outro texto, sobre a cerimônia japonesa do chá. E só vou dizer que, pessoalmente, ele é ainda mais maravilhoso!

Em seguida, fomos ao Sítio Shimada, que produz um dos chás mais especiais da existência, o “Obaatian”, conhecido como o chá da vovó. No chazal da família, Teresinha Shimada, filha da vovó que dá nome ao chá, e seu marido Leo, nos ensinaram a colher chá, de forma manual, como fazem, enquanto nos contavam um pouco sobre a história da família, da produção. Sonho realizado!
O marido, aprendendo a colher chá com Teresinha Shimada. Atento que só ele!

De lá, fomos para a sede do Sítio, bater um papo com a Rainha do chá brasileiro, Dona Elizabete Ume Shimada, a própria Obaatian, em carne e osso. Com um bom humor invejável, contou um pouco de sua história, quando, aos 87 anos de idade, resolveu começar a fabricar o próprio chá, depois que sucessivas crises fizeram com que as fábricas não comprassem mais a sua produção. Vimos todo o envolvimento da família na luta pela recuperação dos chazais e, claro, tomamos muito chazinho, com comidinhas maravilhosas, em um momento cheio de afeto e emoção.  
Uma Chazeira emocionada conhecendo a Obaatian. Alguém pega meu lencinho aí!

À tarde, conhecemos a Amaya, a maior fábrica de chás brasileiros, que produz chás verdes e pretos de outra maneira, em escala industrial, e tivemos uma aula sobre as etapas de processamento. No sítio, visitamos a antiga casa da família Amaya, hoje tombada pelo patrimônio histórico, visitamos seu chazal e aprendemos sobre a colheita mecanizada, diferente daquela realizada pela família Shimada.
Conhecendo o casarão da família Amaya. Foto: Escola de Chá Embahú.
Me encontrou aí no chazal da Amaya? Foto: Escola de Chá Embahú.

No domingo, voltamos ao Sítio Shimada, para, sob a orientação de Teresinha, acompanharmos as etapas de processamento do chá que colhemos. Depois, conhecemos a plantão de lichia mantida na propriedade, a lojinha da Obaatian, inaugurada na ocasião, com chazinhos, bordados feitos pela vovó e biscoitinhos deliciosos feitos por Teresinha. Ao final, almoçamos com a família Shimada, que é indescritivelmente acolhedora, da vovó aos netos (Yuki e Alice, muito amor!). Foram dias de emoção, boa companhia, conversa massa e, claro, muito chá!
Meu próprio chazinho, que tal? #queroserobaatian
Essa é a foto da despedida, tirada pela Escola de Chá Embahú.
Para ficar na parede, na memória e, para sempre, no coração.

Se você também gosta de chá, não perca a próxima edição da Rota do Chá, em 2018.

Acompanhando o site da “Escola de Chá Embahú”, ou suas redes sociais (instagram @escoladecha), você se informa sobre as novas datas e programação. A Escola também realiza cursos presenciais maravilhosos, em São Bento do Sapucaí (logo, logo tô chegando!) e vale a pena conferir o trabalho lindo realizado por Yuri e Cláudio, os idealizadores dessa aventura.

Nas minhas redes sociais há algumas outras imagens desse momento, que foi, de fato, um dos mais emocionantes da minha vida: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face). Se quiser saber outros detalhes, precisar de alguma orientação ou compartilhar alguma dica imperdível, pode mandar e-mail para eloinachazeira@gmail.com, que respondo. Chá, como já disse, é meu assunto preferido, sempre!

Beijos e bons chazinhos! Até a próxima quinta!

quarta-feira, 29 de novembro de 2017

NOTÍCIAS // Fasano lança novo panetone

O grupo Fasano vem investindo cada vez mais em produtos de marca própria e acaba de lançar mais uma novidade. Em complemento aos já conhecidos panetones, sabor Tradicional (R$ 128,00) e sabor Gianduia (R$ 128,00)– ambos em formato típico milanês –, chega ao mercado o novo Panettone Antica Ricetta Fasano (R$ 180,00), que resgata uma antiga receita de família. Leva uvas passas do tipo Sultana, mel italiano e frutas secas. Os panettones já estão à venda nos restaurantes e hotéis do Grupo Fasano, e também nas prateleiras dos principais mercados e empórios do Brasil.

Abaixo, toda a linha de panetones do Fasano:
Gero
Shopping Iguatemi Brasília
Telefone: (61) 3577 5520

ALMANHAC // Café, de coisa do diabo a criação divina

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Em se tratando de alimentos, torna-se difícil precisar como alguns deles foram descobertos ou passaram a ser consumidos. Talvez por isso existam tantas histórias míticas e lendas a respeito de certos ingredientes. Do café, por exemplo, sabe-se que surgiu na Abissínia (ou Império Etíope, hoje os territórios de Etiópia e Eritreia), lá pelo século 9.

Perdem-se no tempo as referências à existência da bebida, mas há na África uma história que “explicaria” sua origem. Conta-se que um guardador de cabras, chamado Kaldi, percebeu que seus animais, após ingerirem as frutinhas vermelhas de uma planta desconhecida, ficaram muito agitados. Curioso, resolveu experimentar ele mesmo. Ao comê-las, sentiu-se leve e vigoroso.
Quando soube do episódio, o abade de um mosteiro nas proximidades detectou ali artimanha do demônio. Pegou então as frutinhas e atirou-as ao fogo. Foi então que se desprendeu das chamas um aroma tão agradável que deixou todos em volta fascinados. Inclusive o abade, que no mesmo instante mudou de ideia e passou a ver a planta como uma criação divina.

Interessante é que no início o café era apenas comido. Diz a história que no século 10, as tribos nômades misturavam-no a gordura animal em pequenos bolos, e era fascinadas pelo efeito estimulante da comida. O consumo do café na forma líquida só começou a se popularizar no século 16, quando era posto de molho em água fria. Os árabes foi quem se deram conta de que fervido em água era muito melhor.

Aliás, as bagas vermelhas do café também despertaram fascínio e medo entre os árabes. Alguns deles consideravam as propriedades da bebida contrárias às leis do profeta Maomé (!).

Fonte: Alimentos com História (uma edição portuguesa em fascículos). Foto: uma dessas reproduzidas ad infinitum na Internet.