sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS // Dois irmãos e a missão de rejuvenescer a Stad

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

A Stadt Bier agora é Stadt Cervejaria. E a mudança de nome não é só um detalhe. A marca que começou como um brew pub no Setor Gráfico, em 2004, passa por sérias transformações desde que foi assumida pelos irmãos Marc e Yann Cunha, em 2015.

Bem antes de começar a onda das cervejas artesanais, a Stadt criou público fiel, servindo  chope próprio e promovendo shows de rock. O consumo era tanto que em 2009 os proprietários transferiram a produção para uma fábrica em Luziânia.

No auge da casa do Setor Gráfico, Marc, 28 anos, e Yann, 26 anos, tinham outras ocupações. O mais velho estudava administração e chegou a trabalhar numa empresa de tecnologia da informação. O mais novo era corredor de kart profissional. 

Nova logo, mais moderna e inspirada pelos traços de Brasília

Eles entraram na história quando se associaram ao empreendimento na parte de fabricação. Em 2015, tornaram-se únicos donos do negócio e deram início ao movimento para adequar a Stadt à realidade do mercado, a partir do boom das artesanais, em 2013.

PERCEBEMOS QUE O PÚBLICO DO ANTIGO STAD BIER ERA O MESMO DE QUANDO ABRIU. OS JOVENS NÃO CONHECIAM. E TINHA AQUELE BRASÃO MEDIEVAL, A PALAVRA ‘BIER’, QUE ERA UMA REFERÊNCIA ALEMÃ…”

MARC CUNHA

O “stadt”, que em alemão quer dizer “cidade”, foi mantido. “Escolhemos Stadt Cervejaria para deixar claro que não somos só um pub, mas um fabricante de cervejas”, conta Marc. E o conceito de cidade passou a ser associado a Brasília. 
Na fábrica, rótulos das cervejas em garrafa, em breve no mercado

Com isso, cinco dos seis chopes produzidos pela marca ganharam nomes que fazem alusão à capital: Capital (pilsen), Brasília (larger), Monumental (IPA), JK (weiss) e Ipê Roxo (“chope de vinho”) — o sexto é o Delirius (belgian strong ale).

“TAMBÉM APRIMORAMOS RECEITAS, BUSCANDO ADAPTÁ-LAS AO GOSTO BRASILIENSE E CONSIDERANDO FATORES COMO O CLIMA. A NOSSA IPA, POR EXEMPLO, NÃO É TÃO AMARGA QUANTO A IPA FABRICADA NO SUL DO PAÍS” (YANN CUNHA)

Este ano, os irmãos e sócios inauguraram uma nova e moderníssima fábrica em Luziânia. O endereço onde a história começou foi fechado, dando lugar a um bar mais moderno, o Stadt Bar & Music, também no Setor Gráfico. 

Matéria-prima: os maltes e lúpulos que dão origem aos seis tipos de chope

Atualmente, os chopes da Stadt são distribuídos em mais de 30 pontos do Distrito Federal (bares, restaurantes e barbearias, entre outros). Em breve, a marca aparecerá nas prateleiras em garrafa, com rótulos de traços minimalistas associados a Brasília.

A ambição de Marc e Yann é fazer da Stadt a cerveja oficial da cidade. Para isso, além do pioneirismo, eles contam com a possibilidade de oferecer preços mais acessíveis. “Com isso, queremos ser uma porta de entrada para o consumo de cervejas artesanais”, anunciam.

Delivery Stadt Cervejaria
Segunda a sexta, das 9h às 17h; sábado, das 8h às 16h. Pelo número 61 3022-0161.

Stadt Bar & Music
Setor de Indústrias Gráficas, Quadra 3, Bloco G, 61 3551-5559. Terça a quinta, das 17h à 0h; sexta e sábado, das 20h às 2h30.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

CHAZEIRA // Confraria de chás em Belo Horizonte/MG

Eloína Telho
Colunista de Chá do Gastronomix

Mineiro é gente especial demais da conta. Sabe receber como ninguém, pois garante prosa boa e mesa farta em todo e qualquer encontro.

Com toda essa mineirice no sangue, duas incríveis sommelières de chá, Daniella Perdigão e Ju Vitoriano, uniram-se para realizar encontros mensais especiais e temáticos, destinados aos chazeiros de Belo Horizonte (e que eu já quero em Brasília, viu, meninas?). Com abordagem teórica e prática do universo encantador dos chás e infusões, inicia-se, no dia 25/01/2018, a “Primeira Confraria de Chás Gourmet do Brasil”.
Daniella Perdigão, responsável pela marca “Camellia Chás”, que, além de vender chás importados e utensílios diversos, também realiza eventos e treinamentos para empresas, fará a explanação teórica dos chazinhos e infusões escolhidos, bem como a condução da harmonização.

Ju Vitoriano, idealizadora da marca “Dá-lhe chá”, que realiza cursos de culinária com chás e infusões e produz geleias deliciosas que levam estes ingredientes, será a responsável pela prática gastronômica, que contará com a elaboração de drinks e suchás frescos e coloridos, petiscos e sobremesa bem tropicais, tudo para combinar com o tema escolhido, o carnaval.
Daniella Perdigão, da @camelliachas
Ju Vitoriano, da @dalhecha

A Confraria, de início, admitirá até doze participantes – as meninas pensaram em um clima bem intimista, que reproduza um encontro de amigos em casa! -  e, como já disse, ocorrerá mensalmente. A cada mês, um novo tema guiará a produção dos chás e comidinhas;  uma oportunidade única para aprender um pouco mais sobre os chás e ainda conhecer e encontrar um monte de gente legal que compartilha do mesmo interesse, não é verdade?

Se você for de BH ou de pertinho de lá, ou se estiver na cidade no dia 25/01 (tem muita gente de férias que eu sei!), não pode perder essa reunião. Além de curtir o momento, ainda conhece essas meninas incríveis e todo o trabalho que desenvolvem com muita dedicação.

1ª Confraria de Chás Gourmet do Brasil
Onde? Belo Horizonte/MG, no Bairro Belvedere.
Quando? 25/01/2018, às 20h.
Valor? R$ 80,00 (oitenta reais).
Maiores informações: Instagram da @camelliachas ou @dalhecha; link para inscrição no sítio eletrônico da Camellia Chás, http://camelliachas.com.br/categoria-produto/confraria-de-cha/.

Tem dicas de encontrinhos especiais como esse? Divida com os coleguinhas! Quem é chazeir@ adora se conhecer!

Ah, se quiser me acompanhar pelo Instagram ou Facebook , lá estão as imagens que ilustram na prática tudo o que falamos por aqui, feitas a partir do meu #momentomágico: @chazeira (insta) ou @eloinachazeira (face). Passa lá, pra não morrermos de saudade até a próxima quinta, tá?

Beijos e bons chazinhos!

quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

ALMANHAC // Tapas espanholas: tradição criada aos bocadinhos

Rosualdo Rodrigues
Colunista de Variedades do Gastronomix

Ir à Espanha e não comer uma tapa acompanhada por uma taça de vinho é o mesmo que ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. Os bares de tapas estão por toda parte, com vitrines repletas de bocadinhos tentadores.

As tapas são encontradas numa grande variedade de receitas. O que as identifica são o fato de serem servidas em pequenas porções, para comer com a mão. Pedaços de tortilhas, croquetes de frango e peixe, tiras finas de salame e queijo sobre fatias de pão… 
Tudo isso é tapa. São ingredientes comuns também a azeitona, a sardinha e o camarão feito na plancha. Podem vir em bocadinhos sobre o pão, em pequenos espetos (aí são chamadas de pinchos) ou em pequenas tijetlas, chamadas de cazuelas.

Mas, enfim, como surgiu essa paixão dos espanhóis? Eis uma pergunta que suscita muitas histórias, algumas fatos, outras invencionices que procuram explicar a origem desse hábito, já adotado por aqui.

Bom, reza a lenda que lá no século 13, o rei espanhol Afonso caiu doente e teve que passar dias se alimentando de pequenas porções de comida e tomando vinho. Quando se recuperou determinou: a partir dali nunca mais se serviria vinho em Espanha sem um bocadinho de comida para acompanhar. 
Essa história, claro, é só isso, lenda. Historiadores de fato acreditam que as tapas são uma herança dos mouros (711-1492), já que no Norte da África sempre houve o hábito de se partilhar pequenas porções de comida.

Se foi daí que veio a tradição das tapas, ela se firmou quando surgiram as tabernas por toda a Espanha. Nesses estabelecimentos,  as bebidas costumavam ser servidas em jarras ou copos cobertos por um pedaço de pão, presunto ou queijo, para evitar que entrassem moscas.

A “tapa” (ou tampa) acabou virando um acompanhamento para a bebida e evoluiu para todas essas delícias que se come hoje. Em Brasília, pode-se ter uma boa amostra de tapas no Jamón Jamón (109 Norte), um legítimo representante, aqui, do costume de lá.

Jamón, Jamón
CLN 109 Bloco D
Telefone: (61) 3032.2595  

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS // IVV Swine aposta em thai food

O casal e sócios Ariela e Eduardo Nobre passaram 20 dias na Tailândia e puderam experimentar diversos tipos e apresentações de comida tailandesa – desde as mais simples, como as servidas na rua, até de restaurantes estrelados como a do chef Gaggan, considerado o melhor restaurante da Ásia, segundo a revista Restaurant.

Inspirados nesta experiência, eles estão trazendo para o cardápio do wine bar algumas versões de thai food. Além disso, outra novidade é que o local funcionará também às terças - (terça e quarta 18:00-23:00)  quinta a sábado 18:00 – 00:00).

Abaixo, seguem as opções do cardápio tailandês: 
Khao phat kaphrao, arroz frito com manjericão, especiarias
e lombo suíno curado servido no abacaxi

Yum Woon Sen, salada de marracao de arroz, com vegetais,
 lombo suíno, tomate & coentro (servido frio)

Som Tum Thai, salada de mamão papaya Thailandesa

Guioza de porco com molho agridoce

 “Nosso foco continuará em apresentar uma carta de vinhos exclusiva e com ótimo custo/benefício, este ano novos vinhos serão apresentados, alguns produtores com vinhos ORGANICOS, BIODINAMICOS & NATURAIS e vinhos da Califórnia”, afirma Eduardo Nobre, sommelier do IVV. 

Novos cocktais da estação, cocktais com vinhos, Dragonfruit Martini (Pitaya e Ketel One) , Thai Coffe  (café e Baileys)

IVV Swine Bar
314 Norte Bloco B loja 21
Telefones: (61) 3034.3471 e 98267.6412
Site: http://www.clubeivv.com.br/swinebar.html 
 

GRÃO DO DIA // 5 Cafés em Amstedam, Parte II

Alex Melo
Colunista de Café do Gastronomix

Amsterdam, ou simplesmente AMS, é roteiro cafeeiro certo. A cidade não é só de Red Light, nem de lindos canais ornados por belas bikes. A capital da Holanda tem MUITOS cafés de muita qualidade, prova disso é a quantidade de cafeterias ('koffie haus') em cada esquina!

Preparamos mais 5 cafeterias de tirar o chapéu em Amsterdam para se apreciar excelentes cafés em ambientes descolados, cheios de história e com profissionais super preparados para lhe oferecer os melhores cafezinhos da Holanda!

Clique Aqui e acesse nossa primeira lista de 5 opções de cafés incríveis em AMS!

1. SCANDINAVIAN EMBASSY
O Scandinavian Embassy foi daquelas belas surpresas, de fazer você querer morar na cidade para voltar sempre, sabe?! No ambiente interno da cafeteria, tem várias mesinhas para dividir com amigos, uma bancada logo na vitrine para curtir o movimento na rua enquanto desfruta de sua xícara, e um balcão central com bancos individuais para tomar seu café observando o movimento dos baristas na cozinha enquanto preparam seu cafezinho ali na sua frente! Delicinha, né?! Um charme só. 

O atendimento foi super simpático e atencioso! Olha, tem diversas opções em grãos, com diferentes métodos de preparo, é só escolher o seu! Ah, e conta com Wi-Fi gratuito no local.

O Scandinavian é daqueles cafés com uma pegada rústica, meio hype, e com aquele cheirinho de café ambiente, daquele bem fresco e passado na hora! Vale muito, muito à pena o pit stop por ali para um coado. Fica a dica!

Confira localização e horários de atendimento no link do site abaixo.

Sarphatipark 34, 1072 PB Amsterdam, Países Baixos.
Site Scandinavian Embassy

 2. PLUK AMSTERDAM
A Pluk Amsterdam tem uma pegada bem descolada e CHEIO, bastante cheio de apreciadores de café! Rs. O bom é que tem uma outra Pluk em uma rua paralela (na Berenstraat), atrás da Reestraat. Pois realmente não conseguimos entrar na 1a loja, de tão lotado.

O lugar possui muitas opções de cafés, chás, sucos, smoothies, shots e cold drinks. Para acompanhar, opções em pães, salgados e doces. Seu pedido deve ser feito no balcão de entrada, e somente depois você pode sentar em alguma das mesinhas. O pedido é levado até sua mesa depois.

Ambiente moderninho, agradável, com atendimento simpático. Excelente para um café da manhã, ou um lanche ao final da tarde!

DICA: Peçam o Pumpkin Spiced Latte, um latte doce e apimentado ao mesmo tempo, pois contém abóbora! SENSACIONAL! Para quem gosta de experimentar novos sabores, essa é uma excelente opção servida na casa.

Reestraat 19, 1016 DM Amsterdam, Países Baixos, e
Berenstraat 19, 1016 GG Amsterdam, Países Baixos.
Site Pluk Amsterdam  

3. ZADELHOFF CAFE AMSTERDAM 
O Zadelhoff Café, é uma cafeteria que fica dentro do Stedelijk Museum, e que certamente vale muito à pena uma paradinha entre uma obra e outra para conhecer esse café.

O espaço é clean, elegante, com arte! Ele está localizado no primeiro andar do museu, e é realmente um oásis de tranquilidade. Com uma área perfeita para se sentar e relaxar e pensar através de todas as impressões do museu.

O espressinho que pedi veio servido em uma xícara super decorada e com um mini stroopwafel de acompanhamento! O Stroopwafel é um doce típico holandês, e que combina MUITO com um cafezinho! ;) No Zadelhoff Café, além de seu cafezinho, você pode desfrutar de bebidas quentes e frias, sanduíches, saladas, sopas, pastelarias frescas e lanches.

Museumplein 10, 1071 DJ Amsterdam, Países Baixos (Dentro do Stedelijk Museum).
Site Zadelhoff Cafe
  

4. COFFEE COMPANY
A Coffee Company já podemos começar explicando que ela é tipo a Starbucks holandesa. Só que, chegando muito antes de todas, ela dominou a paisagem, se multiplicando como mushrooms. Há algumas zilhões delas Holanda afora, Rs.

Tem uma logo em frente à Pluk Amsterdam que citamos antes, na rua Berenstraat. Elas são em geral de um estilo padrão, com cara de cafeteria americana mesmo. Dica de uma loja bem bacana: perto do Rio Amstel (lugar lindo para se tirar umas boas fotos)!

Olha, os cafés são saborosos sim, o atendimento bem simpático no geral e aqui vai um toque: experimentem o Cold Brew (ou café gelado) de lá, é simplesmente delicioso! Vale a pena! #ficaadica

Berenstraat 6, 1016 GH Amsterdam, Países Baixos, e
Amstelstraat 5, 1017 DA Amsterdam, Países Baixos.
Site Coffee Company  

5. LE PAIN QUOTIDIEN 

O Le Pain Quotidien, como já deve ser do conhecimento de muitos, devido ser uma rede belga de padarias, não podia faltar na nossa listinha, pois nos salvou em um dia em que precisávamos de muita energia extra para bater perna o dia inteiro por cidades vizinhas na Holanda.

Como o cardápio é bastante variado, foi a opção perfeita para um café da manhã bem reforçado, como ovos mexidos e salmão defumado, para acompanhar um cappuccino extra large. No menu, além dos cafés, dos espressos, cappuccinos e machiattos, você conta com pães, tortas, ovos, tartine de presunto cru com mussarela de búfala, saladas, quiches, chás caseiros e o delicioso cookie de chocolate Belga.

Espalhada por 17 países, a rede criada por Alain Coumont se espalha em 170 lojas. Tem como um dos mais fortes atrativos o uso de farinha de trigo orgânica na produção de seus pães.

Warmoesstraat 48-50, 1012 JE Amsterdam, Países Baixos.
Site Le Pain Quotidien


Gostaram das dicas de cafés em Amsterdam?
Além das bikes, as cafeterias dominam por lá, viram só?! =)


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segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

EU RECOMENDO // Um passeio pelo Mercado central de JP

Giovanna Maia (*) 
Convidada especial do Gastronomix

“Troca o chinelo, põe o sapato. Bolsa transpassada com o dinheiro trocado. Mão na mão e vai!

Eram assim as manhãs de sábado com a minha avó sertaneja Francisca, mais conhecida como “Dona Chiquinha”.  Moradora de um bairro chamado Jaguaribe, próximo ao centro da cidade, hoje com 432 anos, ou seja, bastante antigo e bem tradicional.

Saíamos caminhando por toda a extensão da rua Alberto de Brito, cruzávamos o sinal na frente do JUMBO, onde ela sempre me chamava a atenção e apertava a minha mão mais forte. Pouquinho tempo dali surgiam umas montanhas de milhos verdes, com muitas pessoas e um trabalho intenso. Descasca pra cá, descasca pra lá, chegávamos finalmente ao Mercado Central de João Pessoa. Um lugar grande e com muita oferta, acreditem!

Passávamos pelas banquinhas conhecidas de sempre, escolher tomates, jambos, tamarindos,  seriguelas, cajás e cajaranas, pitombas,  batatas doces, vagens, abobrinhas e jerimuns, galinha para comer no almoço, e finalmente os temperos, hummmm esses eram os que eu mais gostava...Alhos, boldos, erva doce, marcela, carqueja, pimentas, canelas, açafrão (que para uma paraibana a minha avó gostava e muito) tudo junto e misturado. Mas moer o cominho, era o melhor!

 Sei que muitas pessoas têm um certo pânico dele, mas regionalíssimo, ele me despertava vários interesses. O moedor manual com um papelzinho de revista aberto para aparar a especiaria, o aroma indescritível que só ele tem, a textura de pozinho pirilimpimpim, tudo naquela balança vintage. Era incrível!! Enfiava a minha cara ali  e depois queria guarda-lo para sempre na minha vida.

 Assim continuávamos a nossa saga na feira livre, enchendo sacola e guardando o troco na bolsinha que ela carregava. Fumos de rolo, embolada com cachaça, buchada na ressaca do dia anterior, as minhas mãos enfiadas nos sacos de arroz da terra (arroz vermelho), farinhas de muitos tipos, queijos, mel de engenho, rapaduras direto da moenda ou debulhando feijões verdes fluorescentes lindos e vivos.  

Vovó sempre me dava um estilingue, não sei porque, talvez ela visse em mim a aventura em pessoa. Devia ter uma coleção para atirar pedras na parede, porque para mim, estava certa de que em algum bichinho jamais faria. Bebia água de coco como chupava um din din (geladinho), brincava com carrinho de rolimã feitos de lata e um monte de treco treco colorido, ai meu Deus, ser criança com a avó em uma feira livre era bom demais!

Moro em Brasília há 14 anos, e não havia mais voltado ao Mercado Central, hoje com 64 anos e dignamente adotado pela prefeitura. Me surpreendi ao visitá-lo. Bem estruturado, organizado e bastante limpo. É um lugar para ser feliz. Varais com córdeis, comidas típicas, caldos super nutritivos, galinhas de capoeira,  emboladas com cachaça, minhas mãos enfiadas nos sacos de arroz da terra (arroz vermelho), farinhas e grãos maravilhosos,  queijos, rapaduras, fumos e temperos mais que especiais, inhames e macaxeiras enraizadas, feijões verdes mágicos e uma infinidade de curiosidades supersticiosas que só indo para ver!  Felicidade reunida em paixões ali, naquele quadradinho. Será sempre parada obrigatória daqui em diante.
Meu orgulho, minha riqueza exposta e distribuída pelo povo lutador e talentoso da minha região colorida, seca e viva. Não deixem de conhecer!! 

Mercado Central
Av. Dom Pedro II, Centro, João Pessoa – Paraíba
De segunda a sábado, das 08:00 as 18:00

(*) Giovanna Maia é empresária, dona do gastropub Loca como tu Madre, na 306 Sul, em Brasília. 

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

NOTÍCIAS // 5 lugares para tomar caipirinhas em Curitiba

Bebida típica do Brasil, a caipirinha (dizem por aí) foi criada por volta de 1918 no interior de São Paulo, e hoje é conhecida no mundo todo. Tradicionalmente servida com açúcar, gelo, limão e cachaça, a bebida ganhou novas versões e adaptações ao longo do tempo. Separamos cinco estabelecimentos em Curitiba, em que você pode provar desde a versão clássica, até releituras mais elaboradas.

1.KODA PUB & KITCHEN 
As opções são bem variadas. O grande destaque da casa é a caipirinha mista (R$ 23,90), com limão, morango e maracujá. O Koda oferece a saborosa caipirinha de morango (R$ 19,90) e a clássica de limão (R$ 16,90). A casa prepara a bebida com cachaça, vodca ou saquê.

>> O empreendimento, que funciona diariamente, fica na Rua 24 Horas (Rua Visconde de Nacar, S/N), das 10h às 22h. 

2.MUKEKA COZINHA BRASILEIRA
Restaurante especializado em gastronomia regional, oferece open bar de caipirinha - liberada no almoço e no jantar por apenas R$ 24,90. No cardápio, opções clássicas e especiais: Tom Jobim, com abacaxi e uva; a Noel Rosa, com limão rosa e mexerica; e a Mukeka, preparada com carambola, lima da Pérsia, limão siciliano e limão rosa.

>> A casa fica na Rua Machado de Assis (nº 417), no bairro Juvevê e funciona durante o almoço, de segunda a sexta, das 11h30 às 14h30, e aos sábados e domingos, das 12h às 16h; e durante o jantar, de segunda a sábado, das 19h às 23h.
  
3.SIMPLES ASSIM
Elaborado pelo chef e sommelier da casa, Guilherme De Rosso, conta com quatro sabores exclusivos, além da versão clássica: Saint Patricks, combinação entre uva Itália, maçã verde, suco de limão (Taiti), gengibre e xarope de maça; Frutas vermelhas com Cumaru, que leva na preparação morangos, amora, mirtillo, hortelã e cumaru; a Julieta sem Romeu, que é preparada com goiabada vermelha e limão siciliano; e a Manga Caliente, com manga, gengibre, pimenta dedo de moça e suco de limão. Os quatro sabores, que custam R$ 20,90, podem ser preparados com cachaça, vodca, saquê ou rum.

>> O Simples Assim fica na Rua Ângelo Sampaio (nº 1671), no bairro Batel. A casa funciona de terça a quinta, das 18h às 0h30; e nas sextas e sábados, das 18h às 1h30.

4.HIBARI
No tradicional restaurante de comida japonesa, o drink brasileiro ganha um toque especial: saquê. O preparo é o mesmo, apenas substituindo a vodca ou a cachaça pela bebida de arroz. Os sabores disponíveis são limão e morango, e custam R$ 15.

>> O Hibari fica na Rua 24 Horas (Rua Visconde de Nacar, S/N) e funciona diariamente, das 10h às 22h.

5. STREET 444
O recém-lançado Street 444 é outra casa que aposta em ótimas caipirinhas. O empreendimento, que segue o conceito “all in one”, com várias operações em um mesmo lugar, oferece os sabores limão, kiwi, abacaxi e morango.

>> O Street 444 fica na Alameda Presidente Taunay (nº 444), no bairro Batel, e funciona de terça a sexta, das 17h às 0h; sábados e feriados, das 10h às 2h; e aos domingos, das 15h às 22h.